“Speed Learning ?” – Como treinar a memória para aprender mais rápido

Poderá uma criança adolescente, que nunca foi à escola, atingir o nível dos seus colegas em menos de um ano, com recurso a uma conjugação de métodos que é suposto fazer-nos aprender e compreender mais rapidamente ?

Nesta publicação pode encontrar uma grande ajuda: desde as dicas e recomendações mais eficazes até aos maiores erros que se cometem. Tudo para conseguir ajudar os seus filhos.

Num ponto, todos os especialistas concordam entre si, antes de aprender o que está nos livros é preciso aprender a estudar. Sem as técnicas certas, os estudantes arriscam-se a perder tempo sem obter (bons) resultados em troca.

Speed Learning - Como treinar a memoria para aprender mais rapido

Vamos olhar primeiro para as dicas e técnicas que alguns estudantes aplicam para memorizar:

Alex: “Genuinamente tentar criar ligações lógicas entre diferentes factores, escrever as coisas para tentar registá-las na minha memória.

Alice: “Eu escrevo aquilo que preciso de aprender e depois memorizo, volto a ler e a reescrever”.

Thomas: “Por exemplo, quando tenho fórmulas matemáticas, escrevo-as a vermelho e em História também, quando tenho datas, escrevo-as a verde e assim consigo lembrar-me”.

Como treinar a memória para aprender mais rápido e melhor – Dicas

  • Vamos então passas para as dicas e recomendações de Cristina Sousa Ferreira, psicóloga da Oficina da Psicologia.

1- Imagine que está a ler uma página, por exemplo, de um livro. Depois de a terminar, desvie os olhos e recorde as ideias principais. O truque é relembrar do que estudou, por exemplo, quando vai a caminho da sala de aula ou de uma sala diferente daquela onde estudou. Mas atenção: cuidado ao sublinhar. “Pequenos sublinhados são bons para destacar pontos importantes, mas só será uma ferramenta de aprendizagem se assegurar que entra no seu cérebro revendo e relembrando o que sublinhou”, diz a psicóloga.

2- Varie também o sítio onde estuda, a hora do dia e até os colegas com quem está. “Cada alteração à rotina enriquece as competências que estão a ser treinadas tornam-nas mais fortes, mais acessíveis por um período mais longo e menos ligadas a zonas de conforto”, conta a psicóloga.

3- Outro ponto importante é a fase de teste, isto é, estar constantemente a testar-se a si próprio utilizando, por exemplo, cartões de resumos. “Passar os olhos pelas páginas do livro sem testar se se lembra é uma perda de tempo.” E se estiver com amigos ou colegas de trabalho aproveite para resolverem problemas em conjunto.

4- Nunca ouviu dizer que a prática leva à perfeição? Aqui também se aplica, seja uma equação matemática, uma frase em francês ou um acorde de guitarra. “Ajuda a criar um padrão neuronal que pode ser reactivado quando necessário”, explica a psicóloga. E acrescenta: “A prática traz a fluência.” Mas não vale espreitar as soluções. “Este é um dos erros mais frequentes dos estudantes. Deitar um olhar à solução e achar que sabe como resolver é um engano.”

5- Também é fundamental não fazer tudo no próprio dia e deixar tudo para a última. “O cérebro é como um músculo, só pode lidar com um limitado montante de exercício de um assunto de cada vez”, reforça Cristina Sousa Ferreira. A regra aqui é distribuir o tempo de aprendizagem por vários dias, por exemplo duas ou três sessões. “É mais efectivo pois força-o a rever o que estudou, a “desenterrar” o que já sabe e a voltar a rearmazenar a matéria. Esta actividade melhora a memória de maneira confiável.”

6- “O estudo intenso funciona bem a curto prazo, mas não dura”. Faça um plano de estudo: defina os dias, o horário e o tempo de estudo. Outra dica é fazer as coisas onde sente mais dificuldade ou que gosta menos em primeiro lugar e deixar as que tem mais à vontade para último.

7 – Quando sentir que não está a conseguir resolver algum problema e está a ficar exausto, faça uma pausa de 5 a 10 minutos. Aproveite para espairecer indo ao Facebook, ver e-mails ou resultado do futebol. Porém, este é um caso isolado. Fazer pausas sempre que recebe uma mensagem ou distrair-se com a televisão não o ajuda a concentrar-se. “Cada pequena interrupção impede as redes neuronais de se estabelecerem e consolidarem na memória”, refere a psicóloga.

8 – Desligar as notificações de telemóvel ou do computador pode ser uma hipótese, se não conseguir evitar a distracção.  “Depois programe um cronómetro para 25 minutos e trabalhe concentrado. Quando o tempo acabar dê-se uma pequena recompensa”.

9 – Quando voltar ao problema que não está a conseguir resolver, pense como seria explicar esse problema a uma criança de 10 anos. Faça-o em voz alta ou escrito. “Este esforço adicional permite uma aprendizagem mais profunda pois converte-a em estruturas neuronais de memória”.

10 – Além destas dicas todas, dormir também é essencial – pelo menos, 8h por dia. “Durante o sono o cérebro consolida e filtra informação.  O cérebro reúne as técnicas de resolução de problemas e pratica e repete o que colocámos na nossa mente quando estamos a dormir. É como se fossemos dormir com um cérebro e acordássemos com um upgrade. O cansaço impede que as redes neuronais que precisamos para pensar bem e rapidamente se estabeleçam”.

A título de finalização:

Cada pessoa tem diferentes técnicas para treinar a memória. “Michael Tipper” http://www.michaeltipper.com/about_michael.html é um especialista do funcionamento do cérebro. Ensina e treina pessoas em métodos de aprendizagem rápida para otimizar as capacidades de cada um. Enquanto estudante, Michael acreditava que tinha uma má memoria, até se ter inscrito num curso de memória e finalmente ter ganho uma medalha de prata nos Campeonatos do Mundo da Memória, em 1998.

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